quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Dungeon World - Campanha O Desafio do Terceiro - Segunda sessão


Fala galera!

Com vocês a segunda sessão da nossa campanha de Dungeon World passada em Arton. Esta sessão rolou no dia 20/09/2014 (sábado) e tanto eu (narrador) quando os jogadores curtimos muito!

Sem mais delongas, segue o relato. Espero que gostem!

CENA 01 - EM BUSCA DE RESPOSTAS

Foubos, um paladino do deus Kallyandranoch, conhecido como o deus dos dragões e do poder, recebeu do elfo Edauros (sumo-sacerdote de Kallyandranoch) a missão de ajudar a elfa da profecia em sua missão de investigar e solucionar o desaparecimento repentino dos dragões e então partiu para o reino de Tyrondir. A missão consistia em viajar até o Cemitério Antigo dos Dragões Anciões, no lugar conhecido como Montanhas do Griffon, ao sul do reino e bem próximo da fronteira com Lamnor, o continente dominado pela Aliança Negra.

Foubos Partiu acompanhado por Charlotte, um companheiro bardo que o acompanhava há algum tempo, contando e cantando suas histórias. No início de sua jornada, os aventureiros foram abordados pelo bárbaro Ghar, das geladas Montanhas Uivantes. O bárbaro buscava respostas sobre o desaparecimento da "Rainha Branca", a deusa-dragoa protetora de sua tribo. Ao tomar conhecimento da jornada do paladino, Ghar se ofereceu para acompanhá-lo, formando os três um pequeno grupo de heróis com uma grande jornada pela frente.

Após algumas semanas os personagens finalmente chegaram no local, onde um urso enorme (Chewie) guardava a entrada. O animal inexplicavelmente deu passagem aos aventureiros, que seguiram adiante.

Foubos percebeu uma aura mágica dracônica muito forte naquele ambiente, sabendo que esta aura funcionaria como uma armadilha mortal para qualquer um que não fosse verdadeiramente aliado ao deus dos dragões.

Seguindo em frente eles passaram por uma longa cratera até chegarem em uma câmara ritualística onde se encontrava outro grupo de aventureiros, entre eles um híbrido bizarro de humano e dragão e uma bela elfa com cabelos vermelhos, que Foubos imediatamente percebeu se tratar da jovem da profecia contada por Edauros.


CENA 02 - NOVOS ALIADOS, ALIADOS PERDIDOS

O primeiro encontro entre os dois grupos de aventureiros não foi pacífico, chegando ao ponto de Ghar e Castor sacarem as armas, se desafiando.

O que parecia um combate iminente foi interrompido por Vi, quando ela percebeu nas vestes de Foubos que ele era um servo do deus dos dragões.

A jovem elfa informou aos dois grupos que os mesmos precisavam se unir. Disse também que recebeu um chamado do "libertador", dizendo aos aventureiros para encontrarem-na no "Salão dos Dragões", no ponto mais profundo daquele local.

Em seguida ela se despediu-se, transportando-se através de uma combustão espontânea, levando consigo o novo draconiano Tanis.

O halfling ladrão Omar foi a frente do grupo, acompanhado pelo clérigo Darius, que iluminava o lugar com sua magia de luz.

Após todos adentrarem esta câmara a passagem de pedra por onde passaram imediatamente se fechou atrás deles, indicando que eles não retornariam por ali.

Os aventureiros estavam agora em uma câmara longa, escura e alagada, com água até a altura da cintura (para os humanos) e algo se movimentando sob as águas escuras.

O ladrão e o clérigo desapareceram, sugados para dentro das águas, fazendo os demais ficarem preocupados e no escuro com o fim da luz emanada pelo clérigo.

Ghar foi o próximo alvo, porém, diferente dos demais, percebeu quando um grande tentáculo tentou envolvê-lo e ele o cortou com seu grande machado. O tentáculo amputado se recolheu para o centro da câmara passando na frente de Haleki, que foi arrastado por uma forte correnteza que o levou até a boca circular de uma criatura enorme e grotesca, fazendo o elfo se segurar com os pés apoiados nos dentes da criatura para não ser engolido por inteiro.

Castor acendeu uma tocha, iluminando precariamente o lugar, vendo que seu amigo elfo estava em dificuldades, submerso na água e lutando para não ser devorado.

Este combate foi árduo. Os aventureiros lutavam contra os tentáculos sorrateiros da criatura ao mesmo tempo em que precisavam resgatar o companheiro. Após enfrentar dificuldades os aventureiros conseguiram ferir a criatura, fazendo-a se recolher ao abismo sobre o qual estava apoiada, levando consigo toda a água que inundava o local.

Em um último ataque, a criatura usou um de seus tentáculos para prender o paladino, obrigando todos os demais a usar de força para salvá-lo.

Sem tempo para poder respirar, o paladino observou o abismo e viu que aquele monstro gigante estava retornando para uma revanche. Foubos viu também uma escada rústica entalhada na pedra e imediatamente guiou todos correndo em direção à passagem estreita no topo da escada.

Percebendo que eles não conseguiriam fugir, Ghar depositou sua confiança nos aventureiros, fez Foubos jurar encontrar os dragões e se atirou sobre aquele monstro com seu machado em punho. O ato heroico do bárbaro deu aos demais uma chance de continuar...


CENA 03 - O 'DRACOLICH"

Os personagens andaram por vários metros agachados por um túnel baixo e estreito até chegarem em uma câmara muito grande de formato retangular e suspensa por várias pilastras de algumas dezenas de metros de altura.

Os aventureiros passaram a caminhar sobre pilhas de ossos de todas as formas e tamanhos e um cheiro característico de cão molhado invadia todo o ambiente. Diante das evidências, o bardo Charlotte chegou à conclusão de que ali era um covil de kobolds, os eternos escravos dos dragões, conhecidos pelo mau cheiro e pela grande covardia.

Movendo-se nas sombras, os caninos humanoides e repugnantes atacaram os personagens arremessando suas lanças contra eles.

Castor empunhou sua espada longa e correu em direção à origem dos ataques correndo em trajetória retilínea. Sua vontade em esmagar aqueles vermes era tanta que ele ignorou qualquer perigo que pudesse ser encontrado no caminho e isso fez com que sua investida fosse interrompida quando ele foi atingido com força, sendo atirado metros de distância com o impacto, vindo a chocar-se contra uma parede.

Todos observaram aterrorizados enquanto uma grande pilha de ossos se movia ligando-se entre si e tomando a forma de um dragão feito inteiramente de ossos.

Enquanto os aventureiros tentavam inutilmente ferir aquele monstro, Haleki aproveitou a distração produzida por seus companheiros e desviando de várias lanças atiradas pelos kobolds escalou o grande corpo da criatura na esperança de localizar um ponto fraco.

Ele permaneceu sobre aquela fera, equilibrando-se como podia em busca de alguma informação que pudesse ser útil, mas foi ao ser arremessado no chão que o elfo percebeu que atrás de uma pilastra três kobolds usavam um mecanismo para controlar aquele inimigo.

Aquela criatura foi caminhando em direção a Haleki, que estava caído no chão e gritou para os demais que aquilo era uma geringonça controlada por kobolds atrás da pilastra.

Vendo que o elfo estava sem saída, Castor, já muito ferido, investiu contra os três kobolds. Ele escolheu o do meio e desceu sua espada projetando um arco vertical e partindo ao meio aquela criatura asquerosa e no mesmo ataque destruindo o painel utilizado para controlar aquele monstro, porém, com a força que o guerreiro colocou no ataque, sua espada acabou ficando presa na engenhoca kobold, deixando-o indefeso.

Os aventureiros assistiram perplexos enquanto que a mesmo tempo em que aquele monstro gigante se desfazia novamente em uma pilha de ossos, Castor teve duas lanças atravessadas em cada um de seus flancos, levando-o a cair ali. Já sem vida.

Os personagens rapidamente executaram os dois kobolds assassinos enquanto os demais que jaziam nas sombras fugiam e riam covardemente. Foubos tomou aquele corpo já sem vida em seus braços e suplicou ao deus dos dragões que interferisse no destino de seu novo companheiro, dando paz ao mesmo.

Castor então se viu diante dos portões negros da morte, onde segundo suas crenças ele repousaria junto aos grandes guerreiros do passado, contudo, de alguma forma ele sentiu que não deveria entrar por aquele portão. Foi quando no lugar da figura esquelética e encapuzada representativa da morte, ele foi recebido por um enorme dragão vermelho que lhe propôs uma segunda chance de estar no mundo dos vivos, desde que ele ressurgisse em nome de Kallyandranoch, o deus dos dragões e devotasse sua vida a ele.

Tanis concordou, aceitando o deus do poder como seu novo patrono. E assim foi feito. Assim como Tanis, Castor passou pela mesma dolorosa transformação, tendo sua pele humana substituída por escamas dracônicas e aquele grupo de aventureiros acabou de presenciar um milagre de Kallyandranoch.

Castor havia mudado por fora, mas parecia que a verdadeira mudança ocorreria por dentro.

Maravilhados e assustados os aventureiros seguiram em frente.


CENA 04 - O EXÉRCITO DE KALLYANDRANOCH E ALGUMAS RESPOSTAS

O próximo ambiente visitado pelos heróis era realmente primoroso. Um salão de alguns quilômetros de extensão totalmente ornamentado com mármore e ouro, apoiado em imensas colunas com cerca de 100 metros de altura.

O deslumbre provocado nos aventureiros pelo ambiente logo foi direcionado ao chão onde dezenas de milhares de draconianos vestidos em suas armaduras de batalha completas formavam um exército de seguidores do deus dos dragões.

No fim daquele imenso salão, Vi ordenou que os personagens se aproximassem e assim foi feito. Os aventureiros caminharam vagarosamente por entre as filas de soldados dracônicos que pareciam intermináveis.

Eles foram recebidos por Vi em seu altar luxuosamente ornamentado, acompanhada por Tanis, agora vestido em uma túnica bordada com vários fios de ouro. Ele representava o braço direito de Vi perante a tropa.

A elfa havia acabado de ser nomeada rainha dos draconianos e foi apresentada À sua profecia...

Ragnar, o deus da morte desafiou Kallyandranoch, o deus dos dragões e do poder, tentando provar que a morte era mais forte que o próprio poder.

Orgulhoso como os dragões, sua mais brilhante criação, Kally aceitou o desafio que consistia em recolher seus dragões deixando-os em posse de seu desafiador para reavê-los somente quando seu poder se mostrar maior que a morte.


Como forma de selar o desafio, há 14 anos aquela que traria novamente o poder ao mundo foi concebida e com ela foram criadas três gemas que limitavam a progressão de seu poder.

A primeira gema foi deixada em posse dos seguidores de Kally, afixada neste local, conhecido por emanar a essência dos dragões anciãos, cujos espíritos repousam neste recinto. A segunda gema foi deixada em território neutro, marcado pelo local de nascimento da criança da profecia. A pequena cidade de Belmont. Por fim, a terceira e última gema foi deixada em posse do povo de Ragnar, representado pela Aliança Negra goblinoide.


Após dar estas respostas ao heróis, Vi diz que a primeira gema deu a ela estas respostas e o controle sobre o exército draconiano, além de um grande poder mágico, contudo, a extensão de seu poder estaria limitada aos arredores da Montanha do Griffon, local onde se encontravam, até que as outras duas gemas fossem recuperadas.

A nova Rainha dos Dragões então fez uma reverência aos aventureiros, solicitando a ajuda dos mesmos e os intrépidos aventureiros tinham uma nova e árdua missão pela frente.

FIM DA SEGUNDA SESSÃO



Então galera, é isso!

Espero que tenham curtido. Grande abraço a todos e até a próxima!


LINKS RECOMENDADOS:

Relato da primeira sessão da Campanha O Desafio do Terceiro: http://caminhodasebe.blogspot.com.br/2014/09/dungeon-world-campanha-o-desafio-do.html

Resenha do Dungeon World: http://caminhodasebe.blogspot.com.br/2014/01/fala-galera-primeiramente-gostaria-de.html

Relato de uma primeira sessão narrada: http://caminhodasebe.blogspot.com.br/2014/04/relato-de-uma-primeira-sessao-narrada.html

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Blog com bastante conteúdo para Dungeon World: http://mestredasantigas.blogspot.com.br/


Revista digital DW Magazine, com conteúdo exclusivo para Dungeon World: https://medium.com/search?q=dungeon%20world